O Bairro das Cruzes

Depois de uma lamentável ausência, porque infelizmente o tempo não chega para tudo, era impossível deixar passar este acontecimento, este dia, sem uma publicação.

 

“O Bairro das Cruzes” está aí. Pronto a ser lido. A ser vivido por outros.

 

Sinto sempre, quando escrevo, que aquelas personagens existem. Que aqueles espaços são reais. Que, também eu, por lá andei a assistir às aventuras, aos diálogos, a torcer o nariz ou a bater palmas perante os feitos daquela gente. E este Bairro saiu-me da cabeça, das mãos, do corpo, numa fase em que fugir era urgente. Em que palmilhar outros caminhos era urgente. Em que encontrar-me, perdida que estava de um sentido de individualidade, era urgente. Por isso, é uma vitória. Reconstruiu-me.

 

“O Bairro das Cruzes” está aí. Pronto a ser lido. A ser vivido por outros.

 

Espero que desfrutem do passeio.

 

SINOPSE

«Esta não é uma história de amor. Não uma história de amor convencional, por assim dizer. Não tem um casal que se apaixona e tem filhos. Que troca juras de amor até que se unam na sepultura partilhada, com dizeres e fotografias a sépia. Esta não é, de todo, uma história desse tipo de amor, mas realça o elo indelével entre uma criança, a sua origem e os seus laços familiares.»

O Bairro das Cruzes conta a história da Luísa. E da Rosa. Conta a história das cruzes que carregamos desde a infância e que condicionam escolhas futuras. Caminhos que se seguem e outros que se evitam. O Bairro das Cruzes atravessa o tempo. O espaço. Mistura comunistas e PIDE e sobrevive às cheias de Lisboa. Carrega um fardo pesado e agarra à terra quem lá nasceu. Quem de lá quis sair, mas regressou. Porque o sangue pode pesar tanto


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