A Cátia.

A Cátia faz hoje trinta anos. Está na minha vida há uns quinze. Ou seja, metade do que somos hoje, somos juntas. Tem um IMC de 20 e duas ruguinhas marcadas à volta do sorriso, às vezes três. É alta, magra, embora saliente sempre que tem uma barriga herdada da mãe Célia. Tem uns braços ...


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Pernas bambas.

As franjas da manta enrolam-se com facilidade. Prendem-se nas minhas pernas dobradas, Marcas de nódoas negras, sacrificadas. Espanta-me que se enrosquem umas nas outras e me levem nisso. Nisso de nos enrolarmos uns nos outros. Estranho a felicidade deles. Daqueles que se encontram enrolados e que fingem. Pedras soltas de uma calçada portuguesa esburacada. Caminhos de mantas e de franjas e de pessoas. Tudo ...


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“I opened a book and in I strode. Now nobody can find me.”

Perco-me em livros. Perco-me em histórias contadas, inventadas, mascaradas. Aquelas que escondem e que mostram as fragilidades que todos temos. Aquelas que têm frases que relemos e que achamos serem nossas. Perco-me em livros. Naqueles que são tão bons que, durante breves segundos, respiramos fundo, fechamos o capítulo e fixamos o olhar no infinito bebendo ...


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De meninas a mães.

Não tenho filhos. Ainda não tive. Ainda não pensei em tê-los. Ou talvez até pense. Ou nunca os venha a ter. Ouço demasiadas vezes perguntas sobre o quando e o porquê, mas respondo-lhes sempre com um sorriso despachado que muitas vezes esconde a verdadeira resposta, que nem eu sei qual é. Não me apetece. Sou ...


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