Não renegues o amor.

Não renegues o amor. 

 

Tu, que te escondes no maciço rochoso,

Não renegues o amor vindouro

Colhe as plantas, semeia ouro

Afasta a nuvem, frio desdenhoso.

 

E, ao cuidares, então, da sorte

Procura o norte, esculpe outro busto

Lembra-te a tempo, coração robusto

Que de nada vale temeres a morte.

 

Quando a agonia, enjoativa amiga

Te acompanhar nos trilhos, qual formiga

Afasta-a logo, sem nada temer

 

E, não renegues o amor, enfim nada temas

Que nem só o poeta redige poemas

E também tu os podes escrever.

 

 


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