parar e agradecer.

Ando um pouco afastada da lide das palavras. Da lide doméstica, também. E de várias outras que têm ficado para trás. Este ano não me apeteceu fazer um texto de rescaldo de fim de ano, porque senti que na minha vida nada estava a acabar, mas sim a começar. E tenho desfrutado tanto dos momentos e das pessoas, que é na minha memória que se vão construindo os textos.

 

O meu livro está aí. Continua aí. A ser recebido e acarinhado. A ser lido e compreendido. A ser também dos outros e não só meu. Como o foi durante tanto tempo. Tenho recebido incontáveis mensagens de amor. De amor mesmo. Pela Alice. Pela minha escrita. Pela história que marca tantos e onde os leitores se revêem em certa medida. O livro faz-se, praticamente, de introspecções. Fico feliz por ter levado a que mais se fizessem. Precisamos todos de parar para pensar no que somos e no que os outros são. Sem julgamentos. Sem exigências fúteis.

 

Quero, por isto, agradecer. Agradecer as críticas diversas que li em blogues literários e que manifestaram opiniões sinceras, que me deram vontade de fazer mais e melhor. Agradecer cada mensagem carinhosa. Agradecer cada fotografia que me foi enviada com o meu livro à cabeceira ou ao lado de uma caneca de chá. Não é possível descrever a elasticidade de um coração que estica e estica com tudo isto. Espero não rebentar de alegria.

 

Gostava de poder fazer mais nestes meses que se seguem. Mais sessões e mais tertúlias. Esmiuçar as cartas e as linhas e debater isto do amor e do perdão. Não vai, no entanto, ser uma partilha viável a curto prazo. Há outro amor a explodir dentro de mim, diria que literalmente, e que quero viver na sua plenitude e imensidão. Também ele me vai roubar, não só horas de sono, mas também muitas linhas e cartas de amor. E inspirar outras tantas histórias.

 

Por isso, e porque é tempo de agradecer e de namorar os últimos dias da minha barriga, deixo um até já e um obrigada.

 

 

Com muito amor,

Susana ❤️


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