Nevoeiro em Agosto.

Nunca me tinha debruçado muito sobre a questão da eutanásia durante o regime Nazi. Sou uma apaixonada da Segunda Guerra e quem me conhece sabe que devoro livros sobre esse tema, mas este conseguiu surpreender-me. É um livro cru e duro, sem eufemismos, narrado por uma criança. É, também por essa razão, simples e directo. Algo infantil e imaturo, mas de uma simplicidade e beleza únicas. Isto porque, mesmo no meio do caos, é possível ver com a mesma inocência daqueles olhos. Sentir com igual simplicidade e genuinidade.

Este livro narra a estória de Ernst Lossa. Um menino com um fim triste e conhecido, mas cujos contornos de vida dificultada, desconhecia. É um livro que se debruça sobre mais uma técnica usada no regime nazi para aniquilação das espécies que não «encaixavam» no regime. Que comprometeriam a raça perfeita. É um livro que nos coloca por dentro das instituições psiquiátricas onde milhares de pessoas foram assassinadas sem qualquer fundamento, apenas porque Hitler assim entendeu. Não são apenas os campos de concentração quem conta massacres e actos desumanos. Há tanto por trás que se desconhece. Tanto julgamento por fazer e justiça por repor.

 

Quando fui a Auschwitz li na entrada uma frase que nunca esquecerei – «Those who do not remember the past are condemned to repeat it.»

 

Recomendo profundamente. A leitura deste livro e que nunca nos esqueçamos.

 

Nota: A fotografia utilizada no post é da verdadeiro Erns Lossa, tirada quando entrou em Kaufbeuren. A ilustração acima é a capa do livro e do respectivo filme, que foi lançado em 2015. 


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