Casar como nos filmes.

A maioria das comédias românticas acaba, ou contem, aquela cena em que os dois apaixonados se casam com a devida pompa e circunstância, rodeados de amigos, de família, e de muitos ares felizes e sorridentes. Desde a igreja bem enfeitada com missais e os dois nomes juntos, às mesas decoradas a velas e flores brancas que combinam com a renda do vestido da noiva.

 

Normalmente, nestes filmes, para além de todos cintilarem como um amor semelhante ao sol de verão, os noivos ainda são particularmente bonitos. A maioria das mulheres, sobretudo, sonha com este dia. Com este casamento romantizado à filme de Hollywood. E isto é tudo muito bonito. Muito apaixonado. Muito idealizado e incrivelmente estudado ao pormenor. E, eu, que sou romântica e apaixonada mas muito prática nestas coisas do matrimónio, julgava que, também, utópico. Afinal não é.

 

Afinal os casamentos dos filmes podem mesmo acontecer. Afinal pode mesmo haver amor em todas as caras. Comoção em todos os peitos. Afinal pode mesmo haver aquele sentimento de felicidade inabalável que faz contorcer estômagos. Afinal, pode mesmo haver uma noiva princesa, qual realeza inglesa na Abadia de Westminster, e um príncipe, ainda por cima loiro, tirado das estórias da Barbie.

 

No dia 21 de Julho de 2017, vivi um dos dias mais bonitos da minha vida. Não foi só o dia da Joana e do André. Foi um dia nosso. Nunca vivi um casamento, a sério, como tantos gostam de o apelidar, deste modo. Nunca o ansiei tanto, numa contagem decrescente de calendário. Uma cruz aqui, outra acolá e os nervos iam crescendo. Não era eu quem ia casar, mas senti-me a entregar a alguém parte de mim. E, a acrescer ao medo, uma das minhas melhores partes.

 

A estória desta comédia romântica, comédia porque ambos são uns patetas de primeira, começou numa cadeira de dentista e aposto que dava um bom argumento. O paciente que se apaixona pela médica. O primeiro encontro cheio de desventuras, das deles, que não conseguem ir a lado nenhum sem uma peripécia de infortúnio a contar. A família que opina. Os amigos reticentes. A mudança de casa. A força do querer. Do verdadeiro amor. Que insiste, que tolera, que é paciente e que se constrói. E que, por fim, «acaba» em casamento. Quando na realidade não acaba, começa.

 

O dia 21 de Julho de 2017 foi mágico. Foi perfeito. Foi melhor que todos os casamentos que vivi e assisti em filmes e filmes de adolescente. E foram muitos. Foi um dia bonito e enternecedor. Foi um dia pautado pelo sentimento mais gratificante e abençoado que existe. O amor. Esse de quem toda a gente fala e que toda a gente apregoa em frases de facebook, mas que, raras vezes, é verdadeiramente sentido e vivido. Eu vivi o amor nesse dia. Vivi-o ao lado da Joana e do André. E ao lado de amigos do coração e de outros que nem eram tanto meus, mas que passaram a sê-lo muito mais (Madalena e Ana Raquel, aqui o meu carinho vai todo para vocês). Fomos uma família feliz neste dia. Feliz por eles e felizes por fazer parte deles. Por testemunhar esta celebração não do casamento enquanto contrato assinado, mas do casamento enquanto constituição de uma família cujos alicerces se fundam na mais pura e verdadeira amizade e companheirismo.

Foi um dia bonito. E será bonito eternamente.

 

Da minha parte, obrigada. Foi um privilégio.

Nota: As fotografias maravilhosas são da d10photo para consultar aqui – > http://d10photo.com/ <3


2 Comentários
  • Anónimo
    Agosto 23, 2017

    Laços de uma vida abençoados para todo o sempre, beijinho

  • Anónimo
    Agosto 24, 2017

    Obrigada por este texto é reportagem fotográfica. Sem dúvida é contagiante a magia da felicidade. Rezo a Deus que abençoe a Joana e o André e que estal união dê muito fruto. Beijinhos

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