Évora.

Há lugares mágicos. Há mesmo. Podemos passar anos sem os ver, sem os palmilhar, mas a sensação de paixão a cada esquina é tão intensa como aquela que brotou à primeira vista. É ardente. É galopante. Faz-nos querer tudo, conhecer tudo. Évora é, para mim, um sítio mágico. Sai da cartola qual coelho branco. Sopra nela uma brisa incomparável. Quente.

 

Ruas claras e uma imensa luz. Que transborda. Que contorna as casas em fiadas e se estende ao céu. Raios de sol amarelos. Algeroz a condizer. Cantaria bem moldada. Ruínas de um tempo eterno.

 

Évora é a sua gente. Simpática e cordial. De sorriso pronto, graça na ponta da língua. Évora é paz. É calma. É o descanso bem regado e comido. Pão e azeite. Chouriço e queijo seco. Migas de coentros.

 

Évora é um amor dos antigos. Como as suas paredes e universidade. É um misto de leituras e postais que me faz querer escrever e viver nela. Sugá-la. Évora é tão nossa. Tão portuguesa. É pequena e gaiteira. Honesta e cuidada. Uma lusitana discreta e inteligente, que sabe estar e ser sem pretensão. Porque o seu valor vive lá dentro e não há vaidade que o esmoreça.

 

E é tão bonita que palavras não lhe chegam. Em Évora, tudo é uma história.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

596 Visualizações

Ainda não tem comentários.

O seu comentário