“I opened a book and in I strode. Now nobody can find me.”

Perco-me em livros. Perco-me em histórias contadas, inventadas, mascaradas. Aquelas que escondem e que mostram as fragilidades que todos temos. Aquelas que têm frases que relemos e que achamos serem nossas. Perco-me em livros. Naqueles que são tão bons que, durante breves segundos, respiramos fundo, fechamos o capítulo e fixamos o olhar no infinito bebendo as palavras que lemos. Sentido as palavras que lemos. Nos livros cabem vidas que não são nossas, mas também são. Vivem connosco como irmãos mais novos que acompanhamos, de quem cuidamos e que vemos evoluir. Fazem parte dos nossos dias e deixam tanta saudade quando se vão. Tenho livros onde já me perdi duas e três vezes. E depois perguntam-me ‘estás a ler isso outra vez?!’. Estou sim. Uma música também não se põe no repeat quando gostamos de a ouvir? Perco-me em livros. Em estantes cheias deles e do pó que lhes cobre as capas. Em bibliotecas reais, como a da terra onde nasci. Não tem a talha dourada, mas vale mais que ouro. Cabe nela o mundo. Cabe num livro o mundo.


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