Auschwitz. Uma vez na vida.

Vazio. Uma angústia que desorienta. Um medo do Homem, do que se diz ser a Humanidade. Horas sem falar.

“Those who do not remember are condemned to repeat it”. 

Diz na placa. Diz nos tijolos. Diz na gravilha. Diz em todo o lado e em todos os corações que percorrem os blocos, que oscilam entre a tristeza e o medo. Estava frio. Estava humidade. O sol punha-se ao longe, timidamente. Mostrando que, ainda que a medo, também pode brilhar ali. Não sei como. Nunca irei perceber como. O sol ali nunca brilha. Estava um silêncio gélido e um cheiro cravado no ar. Sim, cravado no ar, porque ali permanece setenta anos depois. Sempre quis ir a Auschwitz, mas nunca mais lá quero voltar.

Ali, perdemos todas as esperanças. Sentimos gritos abafados e mágoas que nunca nenhum livro, filme, testemunho ou homenagem, serão capazes de amaciar. Ali, sentimo-nos diminutos. Sentimos a revolta, que de nada nos vale. A falta de justiça, essa, que de nada lhes valeu.

Que o mundo não permita que isto se repita. Que o Homem não permita. Por favor.

 

Há dias, em que a única coisa que eu quero, é paz.


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