Havia uma menina.

Havia uma menina que pouco conhecia da Terra. Vivia sobre uma nuvem de algodão, demasiado a medo, demasiado presa aos buracos onde enfiava os pés. Caminhava a passos curtos, pouco certeiros. Um dia, o vento empurrou-a. Deu-lhe a coragem dos homens que atravessam mares, as botas de borracha para saltar as poças, a agilidade para, de nuvem em nuvem, começar a explorar o mundo. Deu-lhe a companhia certa. Tirou-lhe todos os medos. O vento empurrou-a no sentido da vida e disse “Colecciona tantas lembranças, quanto as que puderes guardar”. E ela decidiu que o seu bronze de verão seria outro. Um que se faz de história, de aventura, de palácios e da verdadeira riqueza.


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