Versos pouco livres.

A música. Aquela que nos conduz, nos arrebata, nos faz voltar a sentir borboletas no estômago, que nos impedem de comer e de dormir. Aquela que nos faz voltar aos quinze, aos primeiros concertos de gritos e rouquidão. Ao primeiro amor, primeiro beijo tímido, primeiras noites mal dormidas a construir um castelo e a plantar ...


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José Amaro.

O meu avô tinha 148 centímetros. Era tão magro, quanto pequeno. Tinha um nariz comprido e nunca teve um cabelo muito farto. Gostava de caçar e nunca se separava do seu boné à caçador, que envergava com orgulho em todas as ocasiões. Natal e aniversários incluídos. Foi carpinteiro, electricista, montava antenas aos vizinhos e era ...


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Auschwitz. Uma vez na vida.

Vazio. Uma angústia que desorienta. Um medo do Homem, do que se diz ser a Humanidade. Horas sem falar. “Those who do not remember are condemned to repeat it”.  Diz na placa. Diz nos tijolos. Diz na gravilha. Diz em todo o lado e em todos os corações que percorrem os blocos, que oscilam entre a tristeza ...


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O meu amor.

Muito se fala e escreve sobre o amor. O amor dos livros, dos filmes, dos namorados de esquina ou dos velhotes de mãos dadas. Muitas frases se citam, muitos poemas se enquadram. Mas, entre citações que inspiram, que fotografam os casais felizes ou as dores da traição e perda, nunca ninguém falou sobre o meu. ...


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