O Bairro das Cruzes

Depois de uma lamentável ausência, porque infelizmente o tempo não chega para tudo, era impossível deixar passar este acontecimento, este dia, sem uma publicação.   "O Bairro das Cruzes" está aí. Pronto a ser lido. A ser vivido por outros.   Sinto sempre, quando escrevo, que aquelas personagens existem. Que aqueles espaços são reais. Que, também eu, por lá ...


Quando formos velhinhos.

Um dia, vamos sair os dois de manhã, engelhados e cheios de artrite, e vamos ao mercado comprar fruta. É sábado e é Outono. Vestimos os casacos quentes, porque os ossos nos doem, e calçamos sapatos ortopédicos. E é sábado. Não que isso faça diferença quando se é reformado e todos os dias são iguais. ...


Perder um filho.

Ninguém está preparado para perder um filho. É uma dor desumana. É contra-natura. Não importa se ele somente viveu na nossa barriga. Se ele só respirou o nosso ar dois dias, ou dois anos. Ou até mesmo vinte, quarenta ou sessenta. Perder um filho, vê-lo morrer, morrer-nos, sem que um travão impeça o comboio de ...


Não é tudo fácil, mas é tudo amor.    

Deixem-se de deslumbres. Não é fácil. Não é sempre uma graça. Não é simples ou pintado a aguarela. Tudo brilhante ou cantado em uníssono. Às vezes é mais pianíssimo. Porque não é um Instagram bonito. Ou uma família perfeita. Ou uma felicidade permanente. Ou tudo sorrisos e uma alegria consistente. Mas é tudo amor.   Primeiro, estamos ...